Num dos mais conceituados dicionários, o “Aurélio”, crendice significa crença popular absurda e ridícula. O dicionário não está errado.
As crendices sempre procuram a relação com “o espírito de algo ou de alguém”, se comunicando com alguém vivo, ou provocando situações inusitadas.
Devido ao fato de muitas gerações passadas e, até atuais, não terem se aprofundado ou, não terem se “refinado espiritualmente”, na busca de Deus, pois, demanda uma verdadeira comunhão literária com as “Escrituras”, até desconhecem as “revelações divinas”. Assim, milhões de pessoas, ainda, mantém um primivitismo tribal no que tange a crença, a fé e, dão sobrevida a todos os tipos de crendices, seitas e superstições, que o “Aurélio”, assim, define:
“Sentimento religioso baseado no temor ou na ignorância, que induz ao conhecimento de falsos deveres, ao receio de coisas fantásticas e à confiança de coisas ineficazes; crendices. Crença em presságios tirados de fatos puramente fortuitos. Apego exagerado e/ou infundado a qualquer coisa: a moça tem a superstição do número treze”.
A busca cega do homem para transformar seus medos em respostas para as doenças, a morte, e, a luta pela sobrevivência, ante as intempéries da natureza e as feras selvagens, sempre lhe suscitou as mais escatológica indagações transcendentais. Para poder viver em leveza de consciência com seus atos e gestos, tentando até, legitimar assassinatos e crueldades o homem, em sua ignorância, sempre recorreu “a força” do além.
É assim que o homem primal, selvagem e afastado das condições de uma vida melhor e, de um maior convívio evolutivo, tende a buscar “respostas”, mesmo que absurdas para suas fraquezas espirituais.
Essas franquezas, carências estruturais da alma humana, sempre vão buscar no transcendental, respostas, que na verdade, correspondem á sua ignorância, sua fragilidade espiritual.
Porém, o mais impressionante, é o aumento assustador de crenças e de adeptos que povoam o mundo, em pleno século XXI. São bilhões de humanos que, ao invés de cultuarem uma religião civilizada – refinada pela luz e experiência da sapiência humana, preferem a obscuridade de animismos, mágicas, feitiçarias ou, a ação dos supersticiosos e pregadores mal intencionados.
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